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Indústria 4.0: Corte de rótulos e etiquetas adesivas de forma digital


08/09/2018 por Automatisa

Estamos vivendo hoje o que é chamado de A Quarta Revolução Industrial. A Primeira Revolução dizia respeito as máquinas a vapor; a Segunda Revolução dizia respeito a eletricidade, motores elétricos e divisão do trabalho; a Terceira Revolução disse respeito aos semicondutores e tecnologias como mainframes, computadores pessoais e, mais tarde, a internet; a Quarta Revolução traz a tendência de uma fusão e interação cada vez maior entre tecnologias, unindo domínios digitais, físicos e biológicos e está alicerçada em 9 pilares principais que são:

  1. simulação;
  2. manufatura aditiva,
  3. integração horizontal e vertical de sistemas,
  4. segurança cibernética,
  5. realidade aumentada,
  6. nuvem,
  7. robôs automatizados,
  8. internet das coisas industrial e,
  9. big data e analytics.

 

 

No setor de produção de rótulos e etiquetas a digitalização dos processos produtivos têm sido inevitável. A necessidade de fabricação de lotes cada vez menores de rótulos e etiquetas está relacionado com o aumento da velocidade do lançamento de novos produtos e estes, por sua vez, estão relacionados a necessidade do aumento da provocação de compra ao consumidor final. Os micro-lotes de fabricação exigem processos flexíveis, fáceis de serem configurados. Nessa transformação, as soluções de impressão digital têm sido uma ótima resposta à necessidade de produção.

Formas digitais de produção de rótulos e etiquetas exigem formas digitais de outros acabamentos, como o meio corte, o corte total, o picote, a inserção de códigos seriados e outras técnicas. Nesse cenário, a tecnologia a laser têm sido uma ótima aliada dado a extrema flexibilidade que ela possibilita.

O laser é uma tecnologia que permite que um feixe de luz, com o cumprimento de onda adequado, extremamente focalizado, tenha condições de alterar o estado daquele material ou remover material. Nos substratos mais comuns no setor de rótulos e etiquetas como papel, bopp, poliéster, esta tecnologia têm se mostrado muito favorável, entregando um resultado de corte limpo, rápido e muito preciso.

Soluções de corte mecânico, por exemplo, são soluções que apresentam algumas dificuldades. Para simplificar a comparação de uma solução de facas físicas com facas digitais, organizamos o quadro abaixo:

Facas Físicas

 

Facas Digitais (Laser)

O formato da faca é feito mecanicamente com um conjunto de lâminas encravadas em uma base de madeira ou usinadas em superfícies de aço rígidas ou em lâminas de aço com fixação em bases rígidas por meio magnético. Pode requerer fabricação fora da empresa de rótulos e levar de 3 a 15 dias.

 

São desenhos digitais feitos em programa de computador que, ao serem enviados para a máquina, imediatamente reproduzem a forma desejada. Levam alguns minutos para serem desenhadas e são alteradas com a mesma simplicidade.

Requer manutenção das lâminas para permitir que possa ser usado por mais tempo.

 

Uma vez parametrizado intensidade de potência e velocidade, não existem alterações que requerem intervenções significativas.

Se houver um erro na fabricação das facas ou uma alteração do formato requerido pelo cliente final, a faca pode ser inutilizada ou requerer retrabalho manual.

 

Alterações são feitas no computador e imediatamente viáveis de serem testadas.

Em máquinas de batida, especialmente, a intensidade da penetração da faca pode variar em algumas regiões do dispositivo, requerendo ajustes de altura durante o processo produtivo do rótulo. É comum em rotuladoras o rótulo “estourar”.

 

Não há requerimento de novos ajustes significativos depois da primeira parametrização de intensidade de potência e velocidade. Facilita o uso em rotuladoras.

Alguns materiais são menos indicados para uso em facas, pois o acabamento de corte fica comprometido.

 

É adequado para a grande maioria dos materiais usados em rótulos e etiquetas, exceto quando têm cloro na composição.

Processos simultâneos como picote, corte e meio corte deixam a faca mais complexa e não permite a inserção de códigos seriados no sistema.

 

Permite técnicas de acabamento simultâneas, como corte total, meio corte, picote, gravação, inserção de códigos seriados, inserção de data matrix, etc.

Em máquinas de batida este tipo de corte tem baixo desempenho (velocidade linear) e um ciclo de produção longo.

 

Dependendo da potência do laser e do material pode entregar velocidades lineares de até 42 m/min.

A quantidade de material requerido até o “ajuste da faca” pode chegar a ser grande.

 

A quantidade de material requerido para ajuste da faca pode ser de 1 a 3 unidades de rótulos.

 

As facas precisam ser fisicamente “fabricadas” e muitas vezes isso ocorre fora da empresa fabricantes dos rótulos. Um erro nessa fabricação implica em ajuste físico ou em refazer todo o dispositivo. Esse tipo de recurso implica também em ajustes das lâminas de corte, afiações, e uma quantidade de material e tempo significativos até que todo o sistema de corte esteja apto para cortar. A fim de absorver todas essas dificuldades, faz-se necessário uma quantidade mínima de rótulos que possa pagar o custo inicial do atendimento ao cliente e os micro-lotes ficam inviáveis.

Em soluções digitais como a da tecnologia a laser, a construção da “faca” ocorre em um programa de computador, o teste de intensidade de corte ocorre em uma ou duas unidades de rótulo ou etiqueta e o tempo de mudança para qualquer ajuste é de minutos. Essa realidade facilita e viabiliza o acompanhamento das tendências digitais e com isso, permite ao empreendedor e às empresas a se tornarem mais competitivos ou ainda, abrirem novos mercados chamados de “nichos” como os de bebidas artesanais, cosméticos de baixa escala, produtos personalizados, etc, que estão dispostos a fazer um investimento maior para identificar seus produtos, mas requerem quantidades menores.

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